(Des)Encantar








Sinto o peso de velhas almas no meu corpo
Carregadas de histórias, gritos e memórias
Que me enchem a vida de sopro morto
Tenho muitas vozes, muitos olhares
Muitas dores afundadas nas ondas
Dos sete mares
Tenho muitos amores, muitos romances
Muitos homens que me desenham copas
E suspiram pares
E as fases da Lua são pratas
Incrustadas de sorte e azares

Sinto as barras da redoma branca 
Que me cativam no mesmo Lugar
Sou espectadora do meu triunfo
Sentada no castelo de cartas
Prestes a Derrubar
Sou prisioneira do sonho
Que não sei sonhar.


As pérolas reluzem pelo sangue que não fazem notar.


Sarah Moustafa 

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